segunda-feira, 8 de junho de 2009

 

O uso de e-mails e o blog da Petrobrás

Se os jornais ainda alimentam o sonho de garantir furos de reportagem, então eles não devem mandar e-mail. Que liguem para as pessoas ou marquem uma reunião ou, melhor, que façam os envolvidos assinar um contrato de confidencialidade.

Simplesmente escrever num e-mail a baboseira "este deve ser lido apenas pelas partes envolvidas" ou algo do tipo não garante isto. Eu não posso ser obrigado a aceitar uma confidencialidade depois de ter lido o conteúdo. Preciso ser informado ANTES. Sem contar que não creio que estas notas de rodapé (muitas vezes maiores que o próprio e-mail) sejam instrumentos jurídicos válidos.

Além do mais, e-mail é praticamente algo público. Quando envio uma mensagem, o mesmo trafega por diversos servidores, dezenas deles as vezes, de forma completamente aberta. Qualquer sujeito um pouco mais mal intencionado pode facilmente interceptar milhares de e-mails diários e descobrir aqueles que lhe interessa com filtros. Se no e-mail você quer garantir confidencialidade, deve encriptá-lo!

Se é um furo, que o jornal apure corretamente os fatos e invista o tempo necessário para construir um bom texto. O que o blog da Petrobrás está mostrando é que, pelo visto, nenhum dos grandes jornais tem feito isto. E agora choram feito menino emburrado pego numa mentira.

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